Marquinhos Trad defendeu a vacinação da população: eu vou ser um dos primeiros a me vacinar quando chegar a vez do meu grupo (Foto: Marcos Ermínio/Midiamax)

Empossado para o segundo mandato de prefeito nesta sexta-feira (1º), Marquinhos Trad (PSD) terá como principal desafio concluir obras monumentais inacabadas, como a revitalização da Avenida Ernesto Geisel, o porto seco, o PAC do Bálsamo e da nova rodoviária no Jardim Cabreúva. Outras são enigmáticas, como o destino do prédio da antiga Estação Rodoviária e a continuidade do Reviva Centro.

A conclusão dessas obras poderá dar visibilidade e musculatura eleitoral para Marquinhos sonhar com o Governo do Estado em 2026 – já que ele garantiu não ser candidato à sucessão de Reinaldo Azambuja (PSDB). Mesmo com as crises, que marcaram o primeiro mandato, ele conseguiu concluir a polêmica obra da revitalização da Rua 14 de Julho, projeto idealizado no início dos anos 90, ainda na gestão de Juvêncio César da Fonseca (MDB).

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A revitalização da Avenida Ernesto Geisel, entre o Shopping Norte Sul e Rua do Aquário, promete uma nova orla para a Capital. Além de garantir áreas de contemplação e ciclovia, com novo paisagismo, a obra promete acabar com os constantes alagamentos nos bairros Jacy e Marcos Roberto. Moradores sofrem com o transtorno há décadas.

Outra obra emblemática é o Porto Seco, quase concluído na gestão de Nelsinho Trad (PSD), concluído há oito anos. Com investimento de mais de R$ 24 milhões, o projeto pode impulsionar as exportações de Campo Grande e induzir o desenvolvimento econômico ao viabilizar a logística de escoamento da produção na Capital.

O PAC do Bálsamo também está parada há mais de oito anos. A obra prevê uma nova avenida, que deverá interligar o anel rodoviário e o Bairro Roselandia, na saída para São Paulo. Também interligará os bairros Itamaracá e Vilas Boas, passando pelo Rita Vieira I, II e III.

O prédio da nova rodoviária, parada há mais 26 anos, é outro desafio. Desde a gestão de André Puccinelli (MDB) como governador, a obra passou a ser problema do município. Nelsinho tentou transformá-la em Centro de Belas Artes, mas a obra continuou patinando em problemas de toda sorte. A conclusão da obra, com recursos federais, poderá criar novo local para artistas campo-grandense e acabar com problema antigo dos moradores do Jardim Cabreúva.

O Reviva Centro e a revitalização o prédio do antigo Terminal Rodoviário podem mudar o Centro de Campo Grande. O primeiro prevê a revitalização das principais ruas centrais, como Rui Barbosa, 13 de Maio, Calógeras, Dom Aquino, 26 de Agosto, entre outras. O pacote prevê ainda a construção de moradias populares como parte da estratégia para revitalizar o centro.

Em discurso na Câmara Municipal, Marquinhos fez minuto de silêncio em homenagem as vítimas da covid-19 na Capital. Ele prometeu promover todos os esforços para garantir a vacina ao campo-grandense. A prefeitura encomendou doses da coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a China.

Para minimizar a corrente de fake news, que faz campanha contra a vacinação, Marquinhos deixou claro a confiança na ciência. “Quando a vacina chegar, eu vou me vacinar”, afirmou o prefeito. Ele fez questão de destacar que só irá toma-la quando chegar a vez do seu grupo no cronograma de prioridades da campanha de imunização.

Ao Campo Grande News, ele também citou entre os desafios do novo mandato, os venezuelanos, que engrossaram o número de pedintes nos semáforos da Capital. De acordo com o prefeito, a Assistência Social, em decorrência da crise provocada pela pandemia, será uma das prioridades do mandato que começa hoje.

Apesar da renovação de 18 dos 29 vereadores, Marquinhos contará com maioria e não terá dificuldade na Câmara Municipal. A maior parte dos parlamentares integra a base do prefeito. O PSD, partido de Marquinhos, tem a maior bancada, ao contar com seis vereadores.

Tiago Vargas, um dos 29 vereadores que tomaram posse nesta sexta-feira (Foto: Reprodução)