Mato Grosso do Sul chegou aos 30.707 casos de covid-19 e já contabiliza 492 mortes pela doença. Os números são os oficiais, ou seja, pode haver mais casos que os reportados pelas autoridades sanitárias, porque a contagem tem enfrentado problemas.

No Estado, a letalidade da doença chega a 1,6%, bem superior aos 0,9% registrados há um mês. E, diantes dos números, o atendimento nos hospitais é mantido no limite, chegando a 99% de ocupação de UTI para covid em Campo Grande, 77% em Corumbá, 55% em Dourados t32% em Três Lagoas.

Veja mais:

À Justiça, prefeitura não descarta lockdown em Campo Grande, mas diz que não é o momento

Boletim Covid O Jacaré: CRM diz que ozonioterapia não funciona para nenhuma doença, nem para covid

Capital bate trágico recorde de 16 mortes em 24h e cientistas apoiam lockdown contra covid-19

O percentual é da Secretaria Estadual de Saúde e supera o número oficial de lotação informado pela prefeitura, de que a ocupação estaria abaixo de 90%.

O dado é divulgado na véspera da Justiça decidir sobre o lockdown na Capital, solicitado pela Defensoria Pública. O cenário é pior que o apontado pelo defensor público-geral, Fábio Rogério Rombi da Silva, de 93,47% na quinta-feira (6). O procurador-geral do município, Alexandre Ávalo, apontou 86%.

Boletim de hoje é desalentador: só 1% dos leitos de UTI estão vagos na Capital

É importante destacar que os leitos não atendem apenas as cidades citadas. Esses municípios, conforme preconiza o SUS (Sistema Único de Saúde), são considerados macrorregiões. Ou seja, atendem aos pequenos municípios que não tem leitos de alta complexidade. No conjunto, Mato Grosso do Sul fica, cada vez mais, sem leitos de UTI.

Casos de coronavírus avançam nas aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul

Dados da Secretaria de Estado de Saúde apontam que 1.333 indígenas foram contaminados pelo Sars-Cov-2. A quantidade de casos entre os povos indígenas representam 4,3% das contaminações registradas em Mato Grosso do Sul.

]Na última semana de julho, o governo do Estado decidiu ampliar o atendimento à população indígena, em ação conjunta com os municípios. Pela Constituição, a responsabilidade pela saúde da comunidades está, contudo, no âmbito federal.

MS registra 2.887 contaminações por convid entre profissionais da saúde

Doze trabalhadores já morreram devido às complicações da doença, como aponta o boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul. Campo Grande registra a maior quantidade de contaminações. Foram quatro mortes em um universo de 1.712 contaminados na cidade. Em segundo lugar está Dourados, onde morreram quatro dos 413 profissionais que ficaram doentes de covid-19. Também foram registrados óbitos em Corumbá, que teve 60 infectados, Douradina e São Gabriel do Oeste com um infectado cada.

Médicos norte-americanos associam soluços frequentes à infecção por coronavírus

A conclusão é de um estudo publicado pela The American Journal of Emergency Medicine e revela que, além do soluço, os pacientes têm manifestações intensas de tosse, febre e dores no peito. No caso do soluço, a sintomatologia durou quatro dias e corresponde a um paciente de 62 anos, que também tinha os pulmões escurecidos como consequência da covid-19. A manifestação era considerada atípica e foi incluída na lista de sintomas da doença.

Fazemos o boletim covid-19 porque:

Em dezembro de 2019, as autoridades de chinesas de informaram a OMS (Organização mundial de Saúde) sobre o surto de uma nova doença, que foi nomeada posteriormente de covid-19. Em 11 de março, a OMS anunciou que as infecções atingiam proporções epidêmicas. Os dados sobre casos e mortes são fornecidos pela Universidade Johns Hopkins, mas podem não representar a totalidade por conta da subnotificação registrada em muitos países, como o Brasil, que mudou a sistemática de divulgação dos indicadores relativos à covid-19.

Quer ajudar a fazer o boletim covid-19 do Jacaré? Mande sua dúvida que vamos responder

Há muitas dúvidas sobre a pandemia e vamos buscar respostas oficiais para os leitores de O Jacaré. Para participar basta mandar uma mensagem para o e-mail: sandraluz.ojacare@gmail.com que vamos buscar os canais competentes para oferecer a resposta. As perguntas podem ser enviadas até a manhã de quinta-feira. Alertamos que não serão consideradas ofensas aos nossos colaboradores e jornalistas. Ameaças serão devidamente reportadas às autoridades.