MS escolherá dois senadores neste ano. Moka tenta o segundo mandato, enquanto a segunda vaga será de um novo senador após a desistência de Pedro Chaves (Foto: Arquivo)

Pesquisas apontam que metade do eleitorado sul-mato-grossense ainda não sabe em quem votar para senador nas eleições deste ano. Apesar do favoritismo do ex-prefeito da Capital, Nelsinho Trad (PTB) e do ex-governador Zeca do PT, o alto número de indecisos indica que a eleição deste ano tem tudo para ser “caixa de surpresa” na escolha dos dois senadores.

O Datamax, divulgado nesta terça-feira pelo Midiamax, revela que 47,1% dos eleitores não sabem em quem escolher para o Senado. Outros 31% pretendem votar em branco ou nulo. O percentual é semelhante ao Instituto Ranking, divulgado ontem, no qual 51,97% dos eleitores seguem indecisos ou dispostos a anular o voto.

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Alvo de dezenas de ações por improbidade, com os bens bloqueados pela Justiça e acusado de receber propina na licitação do lixo, Nelsinho lidera todas as pesquisas e é considerado favorito a conquistar uma das vagas. No entanto, o Datamax o aponta com 26,3%, o índice mais baixo entre todos os institutos até o momento. O petebista nega ter cometido qualquer uma das irregularidades apontadas pelo MPE e MPF.

Em segundo lugar está Zeca, com 24,4%. O petista teve a candidatura ameaçada por causa da farra da publicidade e é citado em delação da JBS, a mesma que atormenta o governador Reinaldo Azambuja (PSDB). No Ibope, o petebista e o deputado federal repetem a mesma posição.

Pesquisa divulgada ontem pelo Midiamax mostra que 31% vão anular ou votar em branco, enquanto 47% não sabem em quem escolher para o Senado

Em busca da reeleição, o senador Waldemir Moka (MDB) aparece com 18%, mostrando êxito na estratégia de esconder o presidente Michel Temer (MDB), do qual é um dos principais defensores e bate recorde negativo de impopularidade. Ele também esconde o ex-governador André Puccinelli (MDB), preso na Operação Lama Asfáltica e que mantém um grande número de eleitores fieis.

Com dois pedidos de impugnação, Delcídio do Amaral (PTC) surge com 16,1% e deve ter a candidatura indeferida porque teve o mandato cassado pelo Senado. No entanto, o ex-petista vai estar na urna e será votado, porque o julgamento deverá ocorrer nesta semana e não haverá mais tempo de excluí-lo da urna.

Com a maior estrutura da campanha e contando com o apoio ostensivo dos jornais, Marcelo Miglioli (PSDB) sofre para repetir o fenômeno de Delcídio em 2002, quando se elegeu pela primeira vez, e chegou a 12% no Datamax. O tucano tenta colar em Reinaldo e Nelsinho para conquistar uma das vagas. Corre o risco de ser um dos maiores fiascos da política regional.

Impulsionada pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que lidera todas as pesquisas no Estado, a advogada Soraya Thronicke (PSL) aparece com 8,5% e pode surpreender depois de liderar a megacarreata no domingo. A quantidade de carros é alvo de polêmica, mas é fato consumado que parou a Avenida Afonso Pena.

Ao aceitar se aliar com o MDB de André, preso por corrupção, o procurador de Justiça Sérgio Harfouche (PSC) perdeu um pouco do gás e surge com 7,3% no Datamax. No entanto, no atual cenário de terra arrasada pela corrupção e por oportunistas que buscam foro privilegiado para se livrar das denúncias, a advogada e o procurador podem ter intenção de voto superior ao captado pelas pesquisas.

Apesar de integrarem a chapa do juiz Odilon de Oliveira (PDT), o advogado Beto Figueiró (Podemos) e o vereador Gilmar da Cruz (PRB) ainda não saíram de um dígito, com 3,2% e 2%, respectivamente.

Todas as pesquisas mostram que a decisão do eleitor na boca da urna poderá causar reviravoltas na disputa do Senado em Mato Grosso do Sul. O percentual de indecisos no Datamax é de 47%, quase o dobro da intenção de voto em Nelsinho, com 26,3%.

Há esperança de que a eleição deste ano não será uma “caixa de pandora”, que soltará todos os males e manterá a esperança presa.

Ranking vê Nelsinho eleito e quatro disputando segunda vaga

O Instituto Ranking aponta o Nelsinho Trad eleito e quatro candidatos com chances de conquistar a segunda vaga nas eleições deste ano. O petebista surge com 37,25%, só atrás dos votos nulos, brancos e indecisos, que somam 51,97%.

A segunda vaga seria disputada por Moka, com 22,16%, Zeca do PT, com 20,83%, Delcídio, com 17,41% e Marcelo, com 16,16%.

O Ranking descarta os neófitos, já que Soraya teria 7,41%, o ex-superintendente do Ibama, Dorival Betini (PMB), com 7,25%, e Harfouche, com 7,08%. O instituto é o único que aponta o candidato do PMB com mais de 5% nas pesquisas.

Pesquisa publicada pelo Diário de Mídia: 51% não tem candidatou ou vão anular o voto (Foto: Reprodução)