Enquanto o povo brasileiro sofre com os efeitos da crise, da corrupção sem e do desemprego, o chefe do MPE (Ministério Público Estadual), Paulo Cezar dos Passos, torra uma fortuna na reforma do banheiro privativo do gabinete. Ele prevê desembolsar até R$ 66,8 mil com a reforma, que prevê humanizar o ambiente para a realização das atividades fisiológicas, a número um e a dois.

O maior absurdo é que o MPE, não apenas o de Mato Grosso do Sul, vem se transformando em órgão da suntuosidade, sem transparência e com gastos exorbitantes. Não só deixa de cumprir o papel de fiscalizador plenamente, como vem custando muito caro à sociedade sul-mato-grossense.

O salário do procurador de Justiça começa na faixa de R$ 30 mil. A este valor, some-se os benefícios sem fim, como auxílio moradia de mais de R$ 4 mil por mês, diárias e outras gratificações, que podem mais que dobrar o valor do salário. Apesar da lei obrigar a publicação dos salários, achar a tabela do valor pago aos ilustres promotores é um papel para Sherlock Homes.

É grave a denúncia publicada nesta quarta-feira pelo jornal Midiamax. Conforme a reportagem, Paulo Passos vai gastar uma fortuna para reformar o único banheiro do gabinete e que só é usado por ele mesmo.

A iniciativa soa como deboche ao povo brasileiro, que está indignado com a corrupção e a farra com o dinheiro público feito pelos políticos e ocupantes de cargos públicos.

Enquanto falta dinheiro para garantir leitos nos hospitais públicos, vagas em creches para as crianças, concluir escolas e conceder reajuste aos funcionários públicos, o chefe do MPE vai gastar 71 salários mínimos só para reformar o banheiro. Só o vaso sanitário do procurador geral de Justiça vai custar R$ 1.076,71, o valor de quase três cestas básicas em Campo Grande.

O gasto com o banheiro de luxo mostra a falta de sintonia entre o chefe do MPE e o contribuinte, que não aguenta mais pagar impostos.

Enquanto o povo faz sacrifícios para manter o sustento mínimo da família, os ocupantes de cargos públicos torram o dinheiro do contribuinte em coisas fortuitas e inúteis, com o único objetivo de ostentar luxúria em cima do sacrifício da plebe.

A Justiça, o Ministério Público e os políticos precisam estar sintonizado com os novos tempos no Brasil, onde exige-se menos ostentação e mais austeridade nos gastos.